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DOR DA ALMA

Ana Rita de Macedo Moura      domingo, 28 de maio de 2017

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Um dado alarmante:   ocorre um suicídio a cada 40 segundos no mundo e a cada 45 minutos no Brasil!

Nesse nosso mundo tecnológico, repleto de meios e acessos à comunicação, ao conforto e às benesses da vida o que leva um jovem tirar a própria vida?

Porque o mundo e a nossa sociedade estão tão indiferentes a essa triste realidade?

Um dos motivos é porque não estamos cultivando os afetos entre as pessoas, principalmente no meio familiar.

A violência não é intrínseca ao Ser humano.

A violência começa em casa, no seio familiar, através das atitudes agressivas dos pais e dos comportamentos violentos usados pelos membros da família em geral. Outras vezes, na escola ou na relação entre turmas de “amigos”.

A agressão psicológica é a maior responsável por desencadear condutas violentas e patológicas e muitas vezes passa despercebida tanto para o agressor quanto para o agredido.

São elas;

  1. INDIFERENÇA – (ignorar, não atender as demandas de afeto, menosprezar);
  2. HUMILHAÇÃO – (ridicularizar, insultar);
  3. ISOLAMENTO – (trancar dentro de casa, impedir de ter relacionamento com amigos e vizinhos);
  4. REJEIÇÃO – (privar de afetos, contato físico – toque, abraços, carícias- e atenção);
  5. TERROR – (ameaçar de abandono, punições graves, ameaça de morte).

Todas essas condutas levam o jovem ou ao ser já adulto cronológico ao ISOLAMENTO – INDIVIDUALISMO – BAIXA AUTO ESTIMA

Esses são os fatores desencadeantes do medo da solidão!

Sentir-se só, sem apoio para ajudá-lo a solucionar problemas existenciais é o principal motivo que leva o indivíduo ao suicídio. Ou seja, colocar um ponto final na dor.

Em meu livro – Aurora da Vida, cito um poema, que a meu ver retrata de forma excelente essa dor:

“Não sabe o que tem... Mas sabe que tem. 

Tem consciência dos seus medos, mas não os controla   

 Percebe o que sente e embora desconheça sua razão, sente tudo que diz.

Tem uma ferida que dói escondida no fundo da alma, que ninguém pode ver nem pode tocar. Só sabe quem sente...

Só sente quem tem...Não merece crédito... não comove as pessoas... É pura frescura... Não dói em ninguém”.

 

Socorro Capibaribe, em O Fantasma do Pânico ou o Fundo do Poço: Como Esquecer? 

(Recife: Editora Universitária, 2007)

 

Devemos lembrar que apesar de parecermos e nos considerarmos fortes e adultos emocionalmente, muitas vezes somos frágeis e permeáveis às situações que nos são apresentadas durante nossa existência.

Estar conscientes de nossas fragilidades nos leva a fazer escolhas maduras e a utilizar nossas emoções de forma assertiva para valorizar e termos equilíbrio bastante para transformar a solidão em SOLITUDE, que significa estar bem sozinho, e sermos uma ótima companhia para nós mesmos!

Educar e despertar afetos amorosos evita a violência social! E através da observação e da empatia podemos transformar essa triste realidade. 

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